Para provar que nós mulheres entedemos de futebol

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quinta-feira, 12 de maio de 2011

Dois favoritos à Copa do Brasil estão fora

O Palmeiras tentou, mas não conseguiu. Recebeu o Coritiba no Pacaembu para a partida de volta das quartas-de-final da Copa do Brasil. Embora tenha quebrado a invencibilidade do Coxa (que se estendia por 24 rodadas), o placar de 2x0 não foi suficiente para garantir a vaga na próxima fase da competição. Tudo porque precisa devolver os 6x0 que tomou fora de casa. Após o estrondoso vexame, uma pequena crise ameaçou aparecer, a torcida criticou, os jogadores se manifestaram e até mesmo uma possível saída do técnico Luis Felipe Scolari foi cogitada. Tudo abafado pelos constantes pedidos de desculpas por parte da equipe, que prometeu dar o sangue e suar a camisa para reverter o placar.
Destaque novamente para Kleber, Marcos Assunção e Marcos, os grandes nomes desse time. Talvez o grande problema do Palmeiras seja exatamente esse: só poder contar com os mesmo nomes sempre.
O destaque negativo da noite foi a presença da torcida no estádio. Ou melhor, sua ausência. Após disseminar na internet a campanha “Público Zero”, as torcidas organizadas causaram um reboliço e conseguiram fechar a noite com um público quase inexistente: até o início do dia de ontem, apenas 500 ingressos tinham sido vendidos para a torcida palmeirense. O público pagante total foi 6.500 torcedores (por incrível que pareça, a massa de torcedores ontem era do Coxa).

Confesso que muitas vezes sou a favor desse tipo de protesto. Acho que uma das melhores formas de se protestar contra um mau-desempenho é esvaziando os estádios. Os jogadores de futebol fingem se preocupar com a situação do clube, com a falta de títulos e etc., mas a verdade é que a maioria esmagadora deles esquece tudo isso quando acaba um jogo. Ver o estádio vazio (ou quase vazio, como foi ontem) é um choque de realidade: é entender claramente que o torcedor está insatisfeito, é ver que não é justo com quem trabalha o dia inteiro, paga caro pelo ingresso e chega tarde em casa por causa do time. Mas repito: apenas quando falamos de desempenho fraco e constante.

Por isso não concordo com a postura da torcida palmeirense ontem. O Palmeiras fez um bom início de temporada esse ano e, mesmo com uma equipe tecnicamente inferior (em relação aos outros grandes de São Paulo), classificou-se em 2º lugar para as finais do Paulista, com a zaga mais consistente da competição. Perdeu a semifinal para o Corinthians por uma questão de falta de sorte, foi superior o jogo inteiro com um jogador a menos, e mesmo assim só foi perder nos pênaltis. Mas o futebol é assim.

O que aconteceu contra o Coritiba foi uma fatalidade, mas que também é do futebol. O time perdeu no sul porque se perdeu na partida, não soube reverter uma situação desfavorável. Pode acontecer com qualquer um, como aconteceu com o Flamengo ontem que, após perder para o Ceará em casa (2x1 no Engenhão), conseguiu apenas um empate por 2x2 e também está fora da Copa do Brasil.

Não acho que a equipe palmeirense merecia jogar sob tão poucos olhares, merecia uma chance, merecia apoio, merecia mais público.

Por fim, hoje o São Paulo enfrenta o Avaí na Ressacada, também brigando por uma vaga na semifinal da competição. O tricolor venceu o primeiro jogo no Morumbi por 1x0, e hoje pode contar com a volta de Lucas, Rhodolfo e Fernandinho. Esse jogo vale o semestre, pois após a apagada eliminação no Paulista para o Santos, a torcida já começa a cobrar melhores resultados do time, principalmente do técnico Carpegianni.

O último jogo é entre Vasco x Atlético-PR, em São Januário. Após um 2x2 na Arena da Baixada, o time carioca pode empatar em 0x0 ou 1x1 que fica com a vaga.

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