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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

CBF reconhece Flamengo como campeão de 1987

No final da manhã desta segunda-feira (21), em reunião fechada na sede da entidade com a participação de Patricia Amorim, a CBF declarou que o Flamengo dividirá com o Sport o título de campeão nacional de 1987. Segundo a assessoria da entidade, os argumentos apresentados pelo time rubro-negro eram “convincentes”. Eu diria que foram “convenientes”.
Gustavo Dubeux, presidente do Sport, diz que não entendeu porque esse assunto está no ar, já que o Sport foi declarado campeão pela justiça e o São Paulo acabou de receber a Taça das Bolinhas. Para ele, a decisão é política. Concordo.

Para quem desconhece essa situação e a polêmica da Taça das Bolinhas, aqui vai uma prévia: em 1987, o Clube dos 13 organizou um campeonato para substituir o Brasileiro, chamado de Copa União. Nessa competição, os clubes eram divididos em dois módulos – verde e amarelo. A CBF então determinou que os vencedores desses módulos se enfrentariam em um quadrangular final. Pelo módulo amarelo viriam Sport e Guarani, e pelo módulo verde, Flamengo e Internacional. Diante da negativa desses dois últimos em disputar o quadrangular final, a própria CBF determinou que o Sport seria campeão, e o Guarani, vice.
A Taça das Bolinhas seria entregue ao primeiro time pentacampeão brasileiro (ou que conquistasse três torneios seguidos), título esse que o Flamengo solicitou em 1992, mas que a Caixa Econômica se negou a entregar devido à polêmica.
Com a conquista do pentacampeonato do tricolor paulista em 2007, o assunto reapareceu, pois como o Flamengo não tinha sido confirmado como detentor do troféu, o São Paulo achava justo reivindicar a taça. Desde então, o assunto nunca foi resolvido.
Entretanto, no último dia 14 o São Paulo recebeu o troféu, poucas horas depois de uma liminar ser expedida, impedindo a realização da cerimônia. O Flamengo chegou a obter uma decisão judicial favorável na justiça, que imporia uma multa de R$ 500 mil (à CBF) caso a cerimônia se concretizasse. Alegando que o assunto não lhe cabia mais, a Caixa entregou a Taça ao tricolor.
No site oficial da entidade, Ricardo Teixeira disse que "o reconhecimento do título de 1987 a Sport e Flamengo segue a linha traçada quando da recomposição histórica feita no final do ano passado pela CBF", referindo-se à unificação dos títulos nacionais conquistados entre 1959 e 1970, como os do Brasileiro. A medida tornou Palmeiras e Santos os líderes do ranking, com oito canecos cada, seguidos por São Paulo e agora Flamengo, com seis. A entidade confirma ainda que o campeonato de 1987 teve dois campeões e dois vices.

Minha pergunta é simples: Quais são esses tais argumentos utilizados pelo Flamengo que justificam tal decisão? Porque, convenhamos, o próprio clube carioca se negou a disputar a fase final do campeonato (e nunca negou isso), e o Sport já foi declarado como único campeão daquele ano pela justiça.

E porque a CBF voltou atrás logo agora, já que no ano do ocorrido, a própria entidade decretou o Sport como campeão?

Parece que agora, diante do surgimento de novos títulos a favor de Santos e Palmeiras, o Flamengo se viu na necessidade de parecer “mais campeão”. Por que não disputou o campeonato até o final? Se tivesse ganhado, essa polêmica simplesmente não existiria...

Confesso que sou totalmente contra esse tipo de reivindicação (de títulos). Isso só serve para abrir precedentes, e perigosos. A impressão que tenho é que os clubes ficam atrás disso para parecerem melhores, mais competitivos. Mas o que isso influencia no presente? Os clubes jogam mais pensando que ao invés de seis, ganharam oito títulos nacionais? Isso já faz tanto tempo...

Acredito que o melhor título que um torcedor pode comemorar é aquele que ele viu (de fato) ser conquistado. Do estádio. Da arquibancada. De qualquer lugar... Desde que ele tenha tido essa maravilhosa sensação de ser campeão.


Bru ;)

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